Preso por suspeita de homicídio, Telmário Mota é transferido para Cadeia Pública de Boa Vista

Preso por suspeita de homicídio, Telmário Mota é transferido para Cadeia Pública de Boa Vista
Ex-senador deu entrada na Cadeia Pública na madrugada desta terça-feira – Foto: Reprodução

O ex-senador Telmário Mota, preso no fim de outubro em Goiás suspeito de ter mandado matar a mãe de uma de suas filhas, foi transferido para Roraima na madrugada desta quinta-feira (7). Por volta das 3h, ele deu entrada na Cadeia Pública de Boa Vista em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela juíza Lana Leitão Martins, da Primeira Vara do Tribunal do Júri.

Mota estava preso desde o fim de outubro no presídio de Aparecida de Goiânia, em Goiás, e aguardava transferência para Boa Vista. A determinação da Justiça sobre sua transferência havia sido expedida em 9 de novembro.

Em meados de novembro, a Justiça expediu um novo mandado de prisão para Telmário Mota, desta vez referente ao processo em que é suspeito de estuprar a filha de 18 anos.

No dia 30 do mesmo mês, outra decisão judicial prorrogou por pelo menos mais 30 dias a prisão do ex-senador e dos demais participantes do assassinato de Antônia Araújo de Souza. O pedido foi feito pela Polícia Civil.

Telmário foi preso em decorrência da Operação Caçada Real, que investiga o assassinato de Antônia Araújo, ocorrido em 29 de setembro.

Morte de Antônia Araújo

No início da manhã de 29 de setembro, Antônia Araújo, servidora do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek’uana (Dsei-YY), desde 2017, foi morta com um tiro na cabeça quando saía de casa, no bairro Senador Hélio Campos, zona oeste de Boa Vista.

Antônia estava dentro de um carro com um parente quando dois homens em uma moto chegaram e atiraram. Ela morreu no local.

Acusação de estupro

Em agosto de 2022, a filha de Telmário Mota e Antônia Araújo, com 17 anos na época, registrou um boletim de ocorrência contra o pai.

A garota afirmou que ele a assediou, tocou em suas partes íntimas e tentou arrancar as roupas dela, no Dia dos Pais, depois de ter sido forçada a entrar em um carro e tomar bebidas alcoólicas.

Na época, Telmário negou as acusações e afirmou se tratar de perseguição política.

Em 19 de outubro, Mota chegou a gravar um vídeo em que comentava rumores da operação de que ele seria alvo. Ele nega qualquer envolvimento com a morte de Antônia e alega perseguição política.

“Se querem colocar no meu colo o crime da Antônia, uma senhora com que tive uma relação há mais de 18 anos, isso não vai acontecer. Eu não matei a Antônia, não mandei matar, não sei quem matou e não sei se alguém mandou matar. Cabe à polícia descobrir. A nossa Polícia Civil tem excelente quadro humano, porém está desaparelhada”, disse, acrescentando que não iria “aceitar essa tragédia” na vida dele.

https://oanalitico.com.br/policia/2023/11/30/telmario-mota-e-demais-envolvidos-em-assassinato-vao-ficar-presos-por-pelo-menos-mais-30-dias/

https://oanalitico.com.br/policia/2023/11/19/por-estupro-preso-ha-20-dias-em-goias-telmario-mota-tem-novo-mandado-de-prisao-decretado/

https://oanalitico.com.br/policia/2023/11/09/justica-autoriza-transferencia-de-telmario-mota-de-goias-para-roraima/

https://oanalitico.com.br/policia/2023/11/03/delegado-diz-ter-provas-fortes-de-plano-de-telmario-para-matar-mae-da-filha-dele/

Por Redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *