Leis e ações da ALERR protegem idosos contra golpes financeiros

Leis e ações da ALERR protegem idosos contra golpes financeiros

Uma ligação de número desconhecido, mensagens com links suspeitos e até manuseio de aplicativos de bancos por parte de terceiros podem ser grandes sinais de golpes financeiros. Os idosos, por não terem muita familiaridade com tecnologia, acabam sendo as principais vítimas dos criminosos. É por isso que a Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) institui a Semana de Combate aos Golpes Financeiros contra Idosos, por meio de lei, celebrada anualmente na primeira semana de outubro.

Conforme a legislação, poderes públicos, entidades civis e iniciativa privada podem usar o momento para realizar ações de conscientização e alerta para a população, por meio de divulgação de dados; orientação das condutas a serem tomadas para evitar os golpes ou após a ocorrência deles; divulgação massiva dos tipos de golpes; operações de prevenção e repressão, entre outros.

A Casa Legislativa vai além de legislar

A proteção da vida financeira dos idosos ocorre, constantemente, por meio de programas sociais, como é o caso do Procon Assembleia, que oferece orientações presenciais em centros comerciais, capacitações para comerciantes, distribuição de panfletos informativos e conciliação entre consumidores e vendedores, em casos de reclamações protocoladas, tudo baseado no Código de Defesa do Consumidor.

Problema resolvido

O aposentado José Ribamar Matos Teixeira, de 69 anos, não passou ileso de cobranças indevidas e se tornou mais um idoso a ter prejuízo financeiro no estado. Após renegociar uma dívida com um banco, ele mesmo notou que as prestações estavam sendo cobradas de forma duplicada, o que correspondia a mais de 60% do benefício de sua aposentadoria.

A situação ocorreu por meses, porque o idoso não sabia a quem recorrer, até encontrar uma solução. Um familiar indicou o Procon Assembleia, que o ajudou a solucionar o problema. Para ele, foi uma “luz no fim do túnel”, diante das dificuldades que ele começou a enfrentar para sustentar a casa.

Segundo Franco Abruzzi Ghiggi, delegado de Proteção ao Idoso, os golpes mais recorrentes atualmente são os estelionatos, as fraudes eletrônicas e a apropriação de bens por terceiros, que muitas vezes são cometidos por familiares das vítimas.

Hoje, o crime que mais investigamos na Delegacia do Idoso são os golpes financeiros. Isso vai desde fraudes eletrônicas até familiares que usam o nome do idoso para fazer empréstimos e ficam com o dinheiro. Só neste ano, já registramos mais ocorrências do que em todo o ano passado. É um problema que cresce e exige atenção redobrada da sociedade”, alertou o delegado.

Por Redação

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