Operação Aracaçá interdita pista e desarticula estrutura de garimpo ilegal

Operação Aracaçá interdita pista e desarticula estrutura de garimpo ilegal

Boa Vista (RR) – Em continuidade às ações para desarticular a estrutura do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II conduziu a Operação Aracaçá, de 5 a 8 de novembro.

A pista não homologada de Aracaçá foi interditada pela equipe de Engenharia do Exército Brasileiro. As pistas de pouso clandestinas são utilizadas por aeronaves pequenas, como aviões e helicópteros, para realizar transporte rápido de recursos necessários ao garimpo ilegal, e as interdições visam interromper essas rotas de abastecimento, na Terra Yanomami. A ação faz parte da operação Catrimani, que visa desarticular a estrutura de invasores na região indígena.

A tropa de militares do EB realizou vasculhamento na área, inutilizando as instalações e intensificando a ação de desintrusão de garimpos. A região de Aracaçá possui acesso extremamente limitado e o estratégico emprego de tropa especializada possibilitou reconhecer e avaliar vias de acesso compatíveis, viabilizando condições futuras para o emprego da tropa convencional na região.

O emprego de militares das Forças Armadas na área de Aracaçá explora as capacidades específicas de cada força, potencializando a repressão sobre o garimpo na TY. A ação possui grande efeito dissuasório sobre a área, afetando a resistência das atividades logísticas do garimpo.

Quatro detidos em área de garimpo

Durante as ações, militares do Exército Brasileiro prenderam três homens e uma mulher suspeitos de atuarem em garimpo ilegal na região de Aracaçá. Os suspeitos, sendo três brasileiros e um venezuelano, foram transportados em um helicóptero H-60L Black Hawk e duas aeronaves C-98 Caravan, ambas da Força Aérea Brasileira (FAB), da região do garimpo de Aracaçá até a Base Aérea de Boa Vista. Em seguida, foram conduzidos pela Força Nacional de Segurança Pública até a sede da Polícia Federal, onde foram entregues para os procedimentos legais. Com um dos suspeitos, foram apreendidos 10 gramas de minério e uma balança de precisão. No acampamento, foram encontrados equipamentos utilizados na área do garimpo.

Impacto na proteção da floresta

Desde o início da Operação Catrimani II, em abril de 2024, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, composto pela Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, participou de ações interagências coordenadas pela Casa de Governo no Estado de Roraima, que geraram um impacto econômico superior a R$ 556 milhões às estruturas criminosas de mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY). Esse número foi atualizado no dia 10 de novembro pela Casa de GovernoAs operações interagências na TIY já resultou em 8.064 ações realizadas, 44.118 abordagens e 281 prisões.

Até novembro de 2025, registrou-se a inutilização de 1.821 motores utilizados no garimpo ilegal, 710 acampamentos clandestinos, 65 pistas de pouso ilegais e 42 aeronaves. Além disso, as ações resultaram na apreensão de 198kg de ouro; apreensão e inutilização de 229kg de mercúrio, elemento tóxico capaz de se ligar quimicamente ao metal nobre; 214 mil litros de Óleo Diesel; além de 184.000 kg de cassiterita, mineral com diversas aplicações industriais.

O prejuízo causado pelas ações refere-se ao material apreendido ou destruído, sem contabilizar o impacto econômico decorrente da cessação das atividades ilegais. Além disso, ressalta-se o valor inestimável da preservação da Floresta Amazônica, que vinha sendo desmatada e contaminada com mercúrio, e os consequentes danos sociais às comunidades que vivem na região.

 

Por Redação

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